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Jogador de futebol tinha interesse em investir no tráfico, diz PF

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As investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Descobrimento, contra uma suposta quadrilha especializada em tráfico internacional de cocaína, mostram que um famoso jogador de futebol e seu empresário, sediados em Portugal, teriam interesse em investir no esquema.

 

O jogador, segundo conversa obtida nas investigações, já defendeu as camisas do Cruzeiro (MG) e do Corinthians (SP). O inquérito não revela seu nome.

 

A operação, deflagrada em 19 de abril passado, resultou na prisão de sete pessoas, entre elas o ex-secretário de Estado Nilton Borgado e o lobista Rowles Magalhães, ambos de Mato Grosso.

 

Ele tem muita grana, É meu amigo. Joga no time líder do campeonato daqui. Já jogou no Cruzeiro, no Corínthian. O cara tem muito

 

Em um dos trechos do inquérito, ao qual o MidiaNews teve acesso, um dos acusados de fazer parte da organização criminosa, Ricardo Agostinho, trata com Rowles, pelo WhatsApp, da possibilidade do jogador entrar no esquema. Ambos estão presos.

 

“Amanhã vou fazer uma reunião com um jogador de futebol daqui e seu empresário. Querem entender nosso negócio e colocar grana”, diz Agostinho.

 

“Ele tem muita grana. É meu amigo. Joga no time líder do campeonato daqui. Já jogou no Cruzeiro, no Corinthians. O cara tem muito”, completa.

 

E Rowles reponde: “Vamos com tudo”.

 

578 quilos de cocaína

 

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador para abastecimento.

 

rowles e ricardo agostinho

Ricardo Agostinho e Rowles Magalhães, presos acusados de tráfico internacional

A empresa, segundo informações preliminares, seria ligada ao lobista Rowles Magalhães.

 

Durante a inspeção da aeronave, foram encontrados cerca de 578 kg de cocaína escondidos na fuselagem.

Conforme  a PF, a partir de então foi possível identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

No curso das investigações, a PF contou com a colaboração da DEA (Drug Enforcement Administration – Agência norte-americana de combate às drogas), da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária Portuguesa e do Ministério Público Federal.

 

Confira fac-símile de trecho do inquérito da PF:

 

Fonte: Mídia News