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Jogadores da Austrália se manifestam contra condições de trabalhadores da Copa do Mundo

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A poucos dias do início da Copa do Mundo do Catar, 16 jogadores da seleção australiana publicaram um vídeo de protesto contra a falta de direitos humanos no país que sediará o Mundial. Os atletas reconhecem os progressos trabalhistas, mas reforçam que é preciso um maior auxílio aos trabalhadores.

Em pouco mais de três minutos, os australianos — entre eles o capitão do time, o goleiro Mat Ryan — explicam que por meio do futebol eles tiveram a oportunidade de conhecer o mundo e as populações e que têm acompanhado a situação do Catar há anos.

Eles comentam que existem valores universais que deveriam definir a modalidade, como respeito, dignidade, confiança e coragem, e que a ausência desses valores em relação aos trabalhadores do Catar é o motivo do protesto.

Nos últimos dois anos, os atletas membros da PFA, a associação de sindicatos dos jogadores profissionais australianos, entraram em contato com grupos como a Anistia Internacional, a Fifa, o Comitê Supremo, a Organização Internacional do Trabalho e a FIFPro, além de migrantes trabalhadores do país sede.

“Esses trabalhadores migrantes que sofreram não são apenas números. Como os migrantes que moldaram nosso país e nosso futebol, eles possuem a mesma coragem e determinação para construir uma vida melhor”, dizem.

O protesto reconhece a retirada do sistema kafala, que permitia que os empregadores retirassem os passaportes dos empregados para que estes não deixassem o país, mas pedem um “amparo” maior, como um fundo de recursos que auxiliem esses trabalhadores.

“Esses são os direitos básicos que devem ser concedidos a todos e que garantirão o progresso contínuo no Catar. É assim que podemos garantir um legado que vai muito além do apito final da Copa do Mundo de 2022”, explicam.

Entre os nomes envolvidos no vídeo estão: Adam Taggart, Andrew Redmayne, Bailey Wright, Cameron Devlin, Craig Goodwin, Danny Vukovic, Denis Genreau, Irvine, Jamie Maclaren, Kye Rowles, Mathew Leckie, Mitch Langerak, Mitchell Duke, Nick D’Agostino, Ryan e Alex Wilkinson, presidente da PFA.

Esta não é a primeira seleção a protestar contra a falta de direitos humanos no Catar. A seleção da Dinamarca usará uniformes em homenagem aos trabalhadores mortos, a equipe da Alemanha já posou com camisetas com o escrito “Direitos Humanos”, e capitães de seleções como Inglaterra e França utilizarão braçadeiras com a bandeira LGBT.

A Austrália faz parte do Grupo D, e sua primeira partida será contra a França, em 22 de novembro, às 16 horas (horário de Brasília).

Fonte: Gazeta Digital

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