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Falta de médicos em Cuiabá já é realidade nas unidades básicas

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Demissão de 721 funcionários da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá reflete no atendimento primário e população peregrina para conseguir uma consulta médica na capital. Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão sem médicos, enfermeiros e técnicos, comprometendo todo o cronograma de assistência. Não há previsão de contratação e realocação destes profissionais, o que torna o cenário ainda mais caótico.

A exoneração em massa atende a uma decisão judicial do Tribunal de Justiça. Ao longo da semana, A Gazeta repercutirá como a situação impactou também os atendimentos nas policlínicas e unidades de pronto atendimento (UPAs).

Funcionários da Unidade de Saúde da Família João Bosco Pinheiro/1º de Março trabalham dobrado desde o início da semana. Isso porque o Posto de Saúde da Família (PSF) do Três Barras/Jardim Umuarama está sem médicos e encaminhando pacientes considerados de urgência para a unidade.

Segundo uma funcionária, que preferiu não se identificar, o apoio é em relação à troca de receitas, gestantes e pessoas com diagnóstico positivo para covid-19. A superlotação, a alta demanda sempre existiu. Estamos falando de uma unidade pública que atende muitos bairros. Porém, a situação agora é surreal.

A funcionária detalha que normalmente a fluxo maior é pela manhã, mas, esta semana, o local está lotado até por volta das 16h, porque é preciso dar atendimento aos pacientes encaminhados das outras unidades. “Não temos nem estrutura física para isso. Pela manhã as pessoas ficam na calçada, do lado de fora, porque não tem onde sentar, fora que temos o fator covid-19, que voltou a crescer e precisamos evitar as aglomerações”.

Estefane Bitencourt Ferreira Alves da Silva, 28, é uma das pacientes que sempre consulta na unidade. Mãe de 3 filhos, afirma que as crianças também são atendidas no local e que não tem do que reclamar. Porém, quando os casos são mais graves, o atendimento fica muito aquém.

“Meu bebê estava com sintomas gripais, nitidamente com dificuldades de respirar. Do postinho me mandaram para a UPA, chegando lá não tinha médico nenhum, nem para urgência/emergência. Fui para a policlínica e lá que conseguimos ser atendidos após muita espera”.

Fonte: Gazeta Digital