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Contador é preso suspeito de ajudar facção a lavar dinheiro

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Um contador com escritório em Cuiabá está entre os presos na Operação Mandatário, deflagrada nesta terça-feira (18) para descapitalizar a facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso. Entre os sete imóveis alvos de sequestro judicial, estão um apartamento de luxo no Bairro Goiabeiras e um imóvel com 20 quitinetes.

 

De acordo com as investigações, um dos líderes, que atuava como tesoureiro da organização e já estava preso na Penitenciária Central do Estado, também foi alvo de mandado cumprido nesta terça (18).

 

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá e cumpridos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Um dos alvos não foi localizado durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva e é considerado foragido da justiça.

 

As investigações foram conduzidas pela equipe da Força Tarefa de Segurança Pública (FTSP-MT), que é composta pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária e pelo Sistema Penitenciário. O grupo atua contra crimes cometidos com a participação de organizações criminosas no Estado.

 

O contador preso era responsável por criar empresas utilizadas por um curto período de tempo para realizar a lavagem do dinheiro oriundo do crime. A manobra, conhecida como “empresas de passagens”, era empregada para movimentar grandes quantias de dinheiro e dificultar a fiscalização por parte das autoridades.

 

Eram criados diversos tipos de empresas em diferentes ramos, sendo a mais comum a locação de veículos. Os carros pertenciam à organização e estavam em nomes de terceiros.

 

O mandatário, que deu origem ao nome da operação, também foi preso. Formado em Direito, com carteirinha apenas de estagiário, o homem era responsável por cumprir as ordens do tesoureiro do lado de fora da prisão.

 

Conforme a Força-Tarefa, a modalidade usada para a lavagem de dinheiro foi o emprego de mão de obra terceirizada, ou seja, os alvos da operação eram profissionais específicos especialistas em desenvolver técnicas de lavagem de dinheiro.

 

As investigações visaram apenas uma das facetas da organização, relacionadas ao recebimento, contabilidade e promoção de lavagem de dinheiro.

 

A operação apreendeu R$ 10 milhões e prendeu sete pessoas. Ao todo, foram cumpridos 51 ordens judiciais. Foram sequestrados 15 veículos, 7 imóveis, além de 10 ordens de bloqueio de contas bancárias e de investimentos, totalizando o montante de R$ 10 milhões. Cerca de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos.

Fonte: Mídia News

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