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Jogador de MT fala sobre excessos na noite e tenta retomar carreira após levar tiro na perna

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Natural de Barra do Garças, o meio-campista Michel Lorran, 29 anos, tenta retomar em 2022 a sua carreira de jogador.

Sem atuar profissionalmente desde 2018, Lorran concedeu entrevista a ESPN e contou um pouco de sua trajetória no futebol e explicou os motivos que não levaram ele ter sucesso no mundo da bola.

“Saí do Mato Grosso aos 11 anos e joguei no Fluminense por um ano antes de ir ao Flamengo, por meio do técnico Zé Ricardo. Fui campeão em todas as categorias com uma geração que tinha Negueba, Thomás, Cesar, Muralha, Adryan, Frauches, Marlon e outros… Fui capitão da equipe juvenil e terminei o ano de 2010 como artilheiro com 31 gols, o que para um volante não é fácil”, contou o jogador.

Segundo ele, após ser campeão da Copinha pelo Flamengo em 2011, acabou sendo promovido ao time principal Rubro-Negro, assim como teve várias ofertas de time da Europa, mas, no entanto, decidiu permanecer na Gávea.

No Flamengo, o então jovem atleta treinou e jogou ao lado do ídolo Ronaldo Gaúcho e Thiago Neves, mas segundo ele, a falta de maturidade na época para administrar as mudanças, como algumas regalias de comer de graça em churrascarias, morar de frente para a praia e ter um bom carro, fez com que sua carreira desandou.

“Eu tinha que ter dado uma segurada, mas saí para a balada, farra e festa. Muita gente me aconselhava para dar uma focada na carreira, mas não consegui”.

Naquele ano, Lorran fez apenas dois jogos pelo profissional, sendo campeão do Carioca de 2011 e depois nunca mais vestiu a camisa do Flamengo. Após sair do time carioca, ele passou por Madureira, Grêmio Anápolis, Tupi, Brasília e Rio Branco-PR, Bangu, mas as lesões atrapalharam sua passagem nestes clubes.

Ele ainda jogou no São Paulo-RS e estava de férias quando foi baleado na perna na cidade de Canoas, em março de 2018.

“Eu estava na minha folga e infelizmente o cara foi matar o outro. Eu estava saindo do carro e [um tiro] pegou em mim. Estava com duas meninas e não aconteceu nada com elas, só comigo (…) Fui para o Hercílio Luz, mas fui forçar a perna porque ainda não estava liberado pelo médico e queria ir contra o tempo. Estava com pressa por estar um ano sem jogar. Deu fratura por estresse no meu tornozelo e precisei ficar seis meses parado. Depois disso, comecei a treinar, mas fiquei um pouco descrente”, relatou.

Após ficar parado em 2019 e 2020, Lorran tentou retomar a carreira no Artsul-RJ, mas não conseguiu por causa de uma nova lesão. Hoje ele não perde as esperanças de um dia retomar a carreira em alto nível.

Fonte: Vgn Notícias

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