Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Montagem GD
A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosa Neide, recorreu a um exemplo emblemático da política nacional ao comparar a antiga rivalidade entre PT e PSDB. Ela mencionou a aliança que levou Geraldo Alckmin a ser vice-presidente de Lula, para defender diálogo e possível composição entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-governador Pedro Taques (PSB) na disputa ao Senado em Mato Grosso.
Em entrevista à Rádio Cultura FM (90.7), Rosa afirmou que ainda não há decisão fechada dentro do PT nem da federação Brasil da Esperança, sobre os nomes que disputarão as duas vagas ao Senado. Ela explicou que a orientação nacional da federação é clara: lançar dois candidatos alinhados ao projeto do presidente Lula, evitando chapas ideologicamente divergentes.
“Não faz sentido votar em um nome da centro-esquerda e depois votar na direita. Isso seria um equívoco de projeto. A orientação é que a gente tenha dois votos alinhados”, disse. Ela ainda pontuou que a estratégia busca fortalecer o palanque do presidente Lula no estado.
Dentro desse cenário, o nome de Carlos Fávaro é tratado como prioridade. “Desde o início está claro para todos nós que o principal nome ao Senado apoiado pela federação é o do ministro Fávaro”, frisou. No entanto, o segundo voto segue em discussão. “Nós precisamos definir esse segundo nome, e isso está sendo debatido internamente”, completou.
Sobre Pedro Taques, Rosa lembrou que o ex-governador já colocou o nome à disposição e participa das conversas ativamente, mas sem compromissos. “O ex-senador Pedro Taques já colocou o nome como candidato ao Senado. A política ainda está cedo, muita coisa pode mudar, mas ele está no diálogo”, declarou.
Ao defender a abertura ao diálogo, Rose lembrou que alianças improváveis já se consolidaram no cenário nacional. “O PT e o PSDB brigaram a vida inteira, e isso não impediu que o Alckmin hoje seja vice-presidente ao lado do Lula, fazendo um excelente trabalho”, disse. Para ela, a política exige maturidade. “Na política, dizer ‘dessa água não vou beber’ é um equívoco muito grande. Quem tem que vencer é o diálogo. A intransigência nunca.”






