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Deputada cita ‘jogo político’ e mantém sigilo sobre nomes retirados de CPI

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Fred Moraes/ GD

Autora do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria os feminicídios em Mato Grosso, a deputada estadual Edna Sampaio (PT) se recusou a revelar quais são os 6 deputados que retiraram as assinaturas e “enterraram” a investigação, na quarta-feira (27). O documento de requerimento chegou a alcançar 13 assinaturas, mas uma suposta ordem do Palácio Paiaguás fez com que os membros da base na Casa retirassem apoio do projeto, para não prejudicar a imagem do Executivo Estadual.

Em entrevista à imprensa, a petista afirmou que não revelará quais deputados solicitaram a retirada para não ser constrangida dentro do parlamento e causar animosidade entre seus pares. Para exemplificar sua decisão, a deputada lembrou sua cassação por improbidade administrativa na Câmara de Cuiabá.

“Eu sei de alguns, mas eu fui cassada na Câmara de Cuiabá, acusada de expor os vereadores ali, e eu nunca fiz nenhuma exposição. Agora, você quer que eu fale os nomes dos deputados pra me causar um constrangimento, uma violência ali dentro? Mulher, para ser mulher na política não é fácil, gente. Vocês sabem disso, existe um jogo político. E nesse jogo político tem limites e vocês todos sabem disso. Então, eu não vou ser, novamente, por argumentos enviesados, a bola da vez pra sofrer violência”, disparou.

Edna explica que foi informada de que a CPI não seria pautada por conta dos 6 deputados que retiraram seus nomes da lista, derrubando de 13 para 7 assinatura, número insuficiente conforme o regimento da Casa, que pede ao menos 8 assinaturas.

“A informação que eu tive era simplesmente que não tinha, que 6 deputados retiraram os nomes da CPI, e que por isso não seria pautada. Porque quando eu cheguei ontem na Assembleia, na sessão, a primeira coisa que fiz foi ir à mesa da presidência para perguntar quando ia ser a tramitação do requerimento, e eu fui informada disso. E obviamente eu não tenho o poder de pautar os temas, as matérias na Câmara, na Assembleia”, emendou.

A CPI dos feminicídios foi proposta ainda em 20 de agosto, quando a deputada petista completou uma semana na Casa. No dia, Edna disse que ao menos 9 deputados assinaram o pedido de CPI. Já na segunda-feira (25), a deputada recebeu a informação de que dois pares adentraram no movimento, e posterior, outros dois deputados incrementaram o pedido, saltando para treze assinaturas.

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